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Fim Da Guerra As Drogas

O Estado e a Guerra as Drogas

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O Estado, desde muitas décadas atrás e em diversos países, está dentro de uma guerra. Uma guerra que para muitos é justa, já outros nem tem conhecimento desta guerra.

Para um lado essa guerra apenas traz servidão e destruições de vidas e para o outro lado ela permite ter o crescimento do controle exercido e enriquecimento, esta guerra é conhecida como a Guerra às Drogas.

A Guerra às Drogas

 Essa é uma guerra muito sensível em diversas sociedades, pois ela depende de que os membros da sociedade respeitem que cada indivíduo tem responsabilidade com o seu próprio corpo e não cabe a terceiros decidirem o que um indivíduo deve ou não deve colocar em seu corpo, mas isso é assunto para outro artigo, e o quanto de liberdade essa sociedade está disposta a dar para ser cerceada.

Neste texto iremos dissertar sobre as consequências de o Estado fomentar e estimula esta guerra. O Estado, em diferentes continentes, ao longo da história sempre tentou regular o que os indivíduos fizessem com o seu próprio corpo, em todos os níveis.

Porém as regras contra as drogas ou a Guerra as Drogas ganhou grandes proporções na primeira metade do século XX e foi ganhando força em regimes autoritário e populistas (de ambos os lados do espectro político). Vamos explicar por que o estado é tão interessado em manter a guerras as drogas e não por motivo de “limpar as ruas” ou “salvar os nossos jovens”.

Como Murray Rothbard já apontou e vários de seus trabalhos (A Anatomia do Estado, por exemplo) o Estado se beneficia muito de guerras, seja pela perpetuação do seu poder ou pelo crescimento dele, mas como?

A “guerra necessária”

O Estado pode ter seus poderes aumentados criando um ambiente onde ele se posiciona como um salvador ou um mal menor, causando uma “guerra necessária”. “Vejam como esses traficantes destroem nossas famílias, esses carteis corrompem nossas cidades e as drogas roubam nossos filhos e filhas”, “Precisamos de mais ordem para controlar tanta desgraça”.

Ao transformar pessoas que usam e vendem drogas em vilões, isso cria uma atmosfera onde o cidadão comum ou mais leigo começa a ter uma antipatia, raiva e desprezo, por esses tal proclamados “inimigos da sociedade”.

Permitindo, então, que os representantes do Estado apareçam como os seres puros e “heróis”, que vão colocar, finalmente, um fim ao reinado destes criminosos.

O estado aumentando seu poder.

Com isso o Estado aumenta o seu poder cerceando nossas liberdades, nos deixando mais “domesticados” para mais interferência e mais cerceamento.

A primeira liberdade mais fácil de ser cerceada é a liberdade de expressão, por quê? Você deve estar se perguntando, ora, se alguém advoga a favor da descriminalização  das drogas, eu como governante posso criar uma lei, da minha cabeça, com o crime de apologia as drogas  e como o Estado é quem julga e condena qualquer frase que vá contra minha linha de pensamento está passiva de ser condenada à prisão.

Outra liberdade que também é uma responsabilidade dos indivíduos é a de segurança, legitima defesa e proteção da vida, afinal, políticos tem aversão de que seus cidadãos se armem e/ou se defendam de maneira independente.

Então a primeira ação, nessa linha, é o confisco ou restrição de armas, com propagandas como “carteis e traficante possuem muitas armas, logo, devemos confiscar todas as armas de nossa sociedade para que haja paz”, como se um traficante fosse em alguma loja com a sua identidade para comprar uma arma registrada, cuja a venda é regulada pelo governo.

Indo em frente, o Estado irá criar um serviço de segurança “publico” (polícias) cujo objetivo é proporcionar segurança para a sociedade, uma vez que o próprio Estado proibiu os indivíduos de buscarem segurança própria ou privada, pois agora o Estado possui o monopólio da agressão, qualquer agressão do Estado é justificável e qualquer agressão ao Estado ou de fora do Estado é condenável (perante a lei).

Fazendo as pessoas ficarem reféns do serviço de segurança pública oferecido pelo Estado, de forma obrigatória e financiado com os seus impostos. 

Os “inimigos da sociedade”

 Também, os funcionários dessas polícias serão treinados e estimulados pelo Estado a perseguirem os “inimigos da sociedade”.

Fazendo com que exista uma repressão contra os “inimigos da sociedade” e qualquer pessoa que se associe com eles, criando um ambiente de pânico para usuários ou amigos de usuários, já que eles podem sofrer repressão por apenas estarem próximos de pessoas que fazem uso de alguma droga, ilícita.

Outro ponto é igualmente importante, o que acontece quando somos obrigados a usar um serviço, no caso a polícia, e o mesmo serviço tem o poder da agressão?

Temos um caso de Monopólio, Monopólio da Segurança, incrível como se fosse uma empresa privada várias pessoas já teriam percebido e estariam protestando contra essa “opressão do capitalismo”, mas como é estatal para muitas pessoas é justificável.

E qual é o resultado de um monopólio legalizado pela lei (e pago com os seus impostos, você goste ou não)? Violência desproporcional, corrupção e, obvio, a falta desse serviço tão necessário.

Conclusão

Olhando tudo isso que o Estado fez e está fazendo apenas reforça o porquê Estados grande e/ou autoritários gostam tanto da Guerra as Drogas.

Essa guerra permite o aumento do controle sobre os indivíduos, além, é claro, do benefício financeiro, pois devido as regulações e restrições para que alguém possa participar deste mercado gerar enriquecimento para os governantes é uma obrigatória porta de entrada. 

Perceba que não estamos estimulando o uso de drogas ou idolatrando traficantes, apenas é notável que o ambiente de Guerra as Drogas gerou um estresse entre usuários e sociedade, já o fato da bebida alcoólica ser legalizada incomoda muito pouco, e isso é estranho, uma vez que alcoolismo causa um número considerado de mortes e acidentes graves.

As restrições e regulações que o Estado coloca em cima das drogas proporciona um ambiente onde apenas grandes grupos com influência política, bélica e financeira podem participar. Além, é claro, uma diminuição das nossas liberdades.

“As pessoas que estão dispostas a ter a sua liberdade tomada para ter segurança, no fim, terminaram sem nenhum dos dois”. – Benjamin Franklin


Este artigo não necessariamente representa a opinião do Students For Liberty Brasil (SFLB). O SFLB tem o compromisso de ampliar as discussões sobre a liberdade, representando uma miríade de opiniões. Se você é um estudante interessado em apresentar sua perspectiva neste blog, envie um email para [email protected] ou [email protected].

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