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O liberalismo como um produto: convencendo os outros que a liberdade é boa

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Ivanildo Terceiro | 03 de março de 2017 

Não é incomum que liberais reclamem da sua impopularidade junto às massas. Afirmam que a defesa da liberdade è demasiadamente difícil. Se ideologias estatizantes prometem um nirvana, aos liberais resta o desagradável papel de mensageiro da realidade.

Convenhamos, é um contraste difícil de aceitar.

Ser liberal no século XIX significava estar na cômoda posição de portador da esperança, do progresso e de uma sociedade humanista.

Foi o liberalismo o responsável pelo salto de prosperidade dos últimos 200 anos. Foram os liberais que defenderam o fim da escravidão, da sujeição das mulheres e do absolutismo (e se você deseja saber mais sobre a história do liberalismo e dos liberais, deveria virar um coordenador do SFLB).

Do outro lado, socialistas são obrigados a defender coerção, guerras, e milhões de mortes. Sua história está marcada por campos de trabalho forçado, paredões e desrespeito aos direitos humanos.

Mas se o liberalismo é tão bom, por que vende tão mal?

Infelizmente, dia após dia, liberais defendem o mercado, mas não sabem utilizá-lo.

F.A. Hayek nos ensinou há décadas como o conhecimento está disperso na sociedade. Um produto pode ser bom, bonito e barato – e ainda assim um fracasso. Sem uma comunicação correta, ninguém saberá das suas qualidades.

A grande verdade é que, no mercado de ideias, o liberal é o pior vendedor possível: não liga para os problemas do seu cliente, não propõe soluções, evidência os piores aspectos do seu produto e ainda tripudia o consumidor arrependido.

Duvida? Veja o exemplo abaixo.

Como os liberais vendem errado – um caso clássico

Você já deve ter passado por isso. Roda de amigos alguém puxa o assunto: cotas em universidades.

Reação padrão de muitos liberais? A pior possível.

Os argumentos utilizados são variações de:

  • É uma política injusta com as pessoas mais ricas da sociedade;
  • Meritocracia;
  • Irresponsabilidade dos pais dos cotistas por não promoverem uma cultura educacional melhor aos seus filhos;
  • O desempenho acadêmico das universidades vai ser prejudicado.

Nenhum destes argumentos está totalmente errado. Não é o meu ponto discutir sua validade, mas sua eficácia. A bateria de enunciados acima faz tanto sentido para o defensor de cotas quanto pedir um temaki no restaurante japonês e receber um pneu. Alguns podem até aceitar e sair com o objeto debaixo do preço, mas, convenhamos, não é a melhor estratégia.

O básico para você vender a liberdade bem

Suba um pouco a página e leia os argumentos de novo.

Voltou? Bem, reparou que nenhum ao menos toca no principal problema do cotista: entrar numa universidade? De fato, a verdadeira solução liberal nem é apresentada. O que é dito é uma grande defesa de “deixar as coisas como estão”.

É como se você chegasse no Burger King, contasse como está faminto e o atendente respondesse: “bem, você deveria ter comido antes. Eu não vou lhe servir”. Liberais fazem isso com frequência e ainda reclamam da popularidade da concorrência.

Negros, homossexuais, proletários, empreendedores, ativistas ou qualquer outro grupo social com problemas bateram na porta dos liberais ansiosos por nossas soluções, mas receberam um sonoro “Não!” como resposta.

Para nossa felicidade, ainda podemos mudar. Não existe mágica, mas uma venda eficiente geralmente conta com:

  1. Contexto;
  2. Identificação do problema;
  3. Aplicação prática do liberalismo;
  4. Aplicação abstrata do liberalismo.

Vamos novamente ao caso das cotas.

Qual o problema apresentado por defensores de cotas? Às chances de um determinado grupo social ter acesso a universidade são menores que a média.

O que fazer então?

Em vez de perder tempo com uma agenda negativa, venda a liberdade:

  • No curto prazo: vouchers podem no curto prazo melhorar a situação.
  • No longo: a liberalização do mercado educacional permitirá que qualquer um possa ingressar em uma universidade e diminuirá o poder de políticos.

Uma abordagem positiva, que envolva resolver o problema das pessoas, sempre será superior aquelas que envolvem a propagação de ódio.

Até no campo das esquerdas isso é verdade. O socialismo PSOLista é enxergado como emancipador. o socialismo do PCO como um convite à guerra, a despeito de ambos serem horríveis.

Liberais falam muito em copiar os modelos econômicos que dão certo em outros países, já passou da hora de também copiarmos o que dá certo para propagar nossas ideias.

Fazer parte do Sttudents For Liberty Brasil (SFLB) pode facilitar e muito sua vida neste aspecto. Ter uma comunicação não-agressiva e vendedora pode requerer alguma ajuda – e exatamente isso que você encontrará ao se tornar uma liderança do SFLB.

Ao fazer seu cadastro e virar um coordenador você terá:

  • Os recursos da maior organização estudantil pró-liberdade do mundo;
  • Receberá treinamentos e capacitação para promover eventos e outras atividades;
  • Material para aprofundar o seu conhecimento sobre a liberdade;
  • Poderá criar redes de contato para transformar o futuro da sua comunidade e o seu;
  • Um exclusivo sistema de gamificação que pontua todas as atividades realizadas e as transforma em oportunidades e premiações.

Se você quiser receber ajuda, treinamento, e recursos para divulgar a liberdade na sua universidade o Students For Liberty Brasil pode te ajudar! Entre para o Programa de Coordenadores e receba tudo isso!


Este artigo não necessariamente representa a opinião do Students For Liberty Brasil (SFLB). O SFLB tem o compromisso de ampliar as discussões sobre a liberdade, representando uma miríade de opiniões. Se você é um estudante interessado em apresentar sua perspectiva neste blog, envie um email para [email protected]

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